quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

por que é preciso...

Por que é preciso lembrar de sonhar, Mário Benedetti:
"‎la mejor razon para soñar és que los sueños no necessitan razones"

Por que é preciso, ter calma mesmo quando dói, Leminski:
"sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos a fora

calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa"

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

por que Sebastão Salgado é sempre poesia....



Leiam essa entrevista com Sebastão Salgado, um mestre, falando do seu novo projeto Genesis...Adoro ele!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Talvez eu seja a ultima romântica...



Tolice é viver a vida assim, sem aventura...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

por que um pequeno gesto...

Pode iluminar seu dia... SORRIA!!
]

Mais que um comercial da Brastemp, um exemplo claro de que toda ação gera uma reação, pro bem ou pro mal...que sejam pro bem...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

eterna...

a
esperança
é
esqueciiiiiiiida
como
uma
velha senhora
e
insisteeeeeeente
como
uma
criança...
talvez
esta
seja
a mágica
de
nunca
morrer...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Essa é pra sempre lembrar...



Com cenas pra NUNCA ESQUECER o que uma ditadura e uma repressão são capazes de fazer...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

uma saudade acendeu aqui...

A Ligia amiga querida do tempo da UFSM e que felizmente permance pertinho, sempre me brinda com textos otimos, e hoje a mandou essa saudade: a lembrança dos ipes amarelos, a vontade de mudar o mundo, as passeatas, a nossa esperança imbatível, a garra e a alegria de viver tudo como possibilidade real, o tempo de experimentar, de ser leve e sem nenhum ranço...Que tempo bom de voltar a relembrar!

Como o título: Amigos voltem no tempo...me traz de volta o gracinha do Canella, que na minha memoria ainda é um menino de olhos brilhantes...

CRÔNICA | MARCELO CANELLAS
Uma esperança no campus
Uns moços e moças me convidaram para falar sobre jornalismo na sexta passada. Não preciso de pretexto para estar em Santa Maria. Mas se o tiver é bom porque essa minha vida andeja me amarra a compromissos distantes. Então estive aí com a desculpa de uma palestra, mas fui mesmo é lamber a placenta de onde saiu esse meu visco de repórter. Voltar ao campus da UFSM é como retornar à casa da infância depois de uma vida e perceber que os cômodos são muito maiores do que a memória de menino supunha. Há sempre o desconforto imprevisto de encontrar uma parede onde não havia. Embora seja a mesma casa, ela agora assume a cara de outros convivas, e o sujeito acaba se sentindo meio intruso.

Voltei ao mesmo auditório, no prédio 17, onde tantas vezes liderei assembleias estudantis como presidente do diretório acadêmico da Comunicação Social. Meti-me em política estudantil do primeiro ao último dia de minha experiência universitária e tenho a mais ferrenha convicção de que esse meu envolvimento com a vida da instituição ajudou a me fazer jornalista. A contestação, o exercício do senso crítico, o repúdio às injustiças e a independência intelectual são pré-condições para o exercício de minha profissão. Havia um ambiente acadêmico onde fervilhavam as contradições da universidade, da cidade, do país. Ainda peguei o fim da ditadura, levei cacetada da Brigada em manifestações públicas e gritei pelas Diretas Já na Rua do Acampamento. Naqueles tempos sombrios foi que virei repórter.

Querer mudar o mundo é o traço mais saudável da juventude. Às vezes me acho meio anacrônico por, já quarentão, persistir no mesmo inconformismo de antanho. Mas não adianta, a índole insubmissa do jornalismo rejeita a cartilha de que eu estaria na idade de ser bombeiro. Nada me irrita mais do que a apatia conformista de um guri. Na minha idade, eu até entenderia. Mas é inaceitável ser bombeiro aos 20 anos. Quando vejo estudantes de jornalismo agindo como cordeiros, olhando o mundo em volta e achando normal, aceitando tudo sem reclamar, sem espernear, sem contestar, antevejo a formação de jornalistas medíocres.

Por isso fiquei tão feliz ao ver a luz do protagonismo nos olhos daquela gurizada que lotava o auditório para me crivar de perguntas, para discordar, para contestar, para se lançar a uma discussão aberta e sem preconceitos. Porque estudante é para isso mesmo: para atazanar o Schirmer, para aporrinhar o Felipe Müller, para defender o ensino público e ser solidário aos pobres. Ver isso na minha universidade me faz acreditar no jornalismo do futuro.

domingo, 24 de outubro de 2010

descubro ainda mais poesia no Zeca Baleiro...

Depois de mais de duas horas de uma conversa deliciosa,intima e sincera com o Zeca Baleiro, na Saraiva hoje, saio com o Cd Trilhas autografado, um abraço gostoso de lembrar e uma vontade imensa de encontrar esse Cd do qual ele foi produtor e musicou poesias de Hilda Hilst, deve ser lindo...pela provinha que acabo de encontrar ...o titulo Ode descontinua e remota para flauta e oboé... Ele é mesmo O Cara e eu não sou fã por acaso...adoro a sensibilidade, a poesia e musicalmente a capacidade de explorar opostos e sempre me tocar...



sábado, 23 de outubro de 2010

pra lembrar de renovar a alma...



ps- não conheço essa marca que assina esse comercial, mas compro integralmente essa ideia de uma revolução de valores, de uma necessidade de reativarmos a alma e todos os sentimentos do bem, sou partidária e agora ativista dessa revolução SIMPLES, BÁSICA e NECESSÁRIA! Tenho o teu apoio?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

falando de amor...



Ontem a Milene Zardo me fez mexer nos meus guardados pra buscar um poeminha que escrevi apaixonada, assim me fez lembrar que amor bom, tranquiliza...

Terapia

Tua boca combina com a minha nuca
meu olho ri melhor dentro do teu...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A importância de sensibilizar...

Ontem assisti uma palestra bárbara do Márcio Callage, uma delícia, de uma clareza e um foco impressionante. É estimulante ouvir alguém tão novo e tão dedicado a ser, a descobrir, a prestar atenção, falar do que sabe fazer. E falar tão direta e francamente.
Ele é o CARA, gerente de Marketing da Vulcabrás/Azaléia e sócio da igualmente admirável Perestroika, nos deu uma lição básica: SENSIBILIDADE SE EXERCITA!
A gente não pode se afastar da gente, do que nos mobiliza, do que nos toca.
E é preciso buscar todo dia, essa poesia...
Apreciem uma provinha do ultimo projeto que tem a mão do Márcio.

sábado, 16 de outubro de 2010

Presente pro Nei Van Soria !!!!

Presente de aniversário pro NEI...abrir o show do PAUL McCARTNEY!!! Eu apoio integralmente!!!



Mundo Perfeito
Composição: Nei Van Soria

Nunca diga que se arrependeu
Das coisas que já fez na vida
E com tudo que já foi seu
Seja grata por pelo menos um dia

Você está crescendo
Mesmo sem notar
O seu mundo perfeito
Começa a se desmanchar

Pense em tudo como sempre fez
Pode parecer absurdo
Agora já passou, tudo bem
Da próxima vez eu me cuido

Você está crescendo
Mesmo sem notar
O seu mundo perfeito
Começa a se desmanchar

Quando você tinha 16
Fez amor pela primeira vez
E nunca mais acreditou
Em palavras bobas de amor

Você está crescendo
Mesmo sem notar
O seu mundo perfeito
Acaba de se desmanchar

A chuva forte já passou
Agora será mais tranquilo
De repente você sente que mudou
E vê que o mundo é imperfeito

Você está crescendo
Mesmo sem notar
O seu mundo perfeito
Começa a se desenhar

Você está crescendo
Nem consegue notar
Que seu mundo perfeito
Só existe porque você acreditou

Espia lá no Blog a carta aberta ao Paul...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ausência...

"Por muito tempo achei que ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
...Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém rouba mais de mim."

Carlos Drummond de Andrade
Um presente do meu querido amigo Vicente que além de um olhar bonito, sempre tem palavras bonitas para compartilhar.

Foto Vic Sampaio

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

meu pai

Meu pai me ensinou a ser ética e humana, a ser irônica e rir e fazer piada até dos meus próprios tropeços, a ser forte, mesmo que para isso precisasse encobrir medo e fragilidade, me deu amor, carinho e certeza de que eu conseguiria andar e voar, e que sempre teria um ninho pra voltar. Ouvi uma frase muito significativa dele há muito tempo atrás: “Com tanta coisa boa pra herdar, tu foi herdar logo meu orgulho!” É essa sabedoria de me auto-reconhecer que eu espero atingir um dia, e claro ter a capacidade amorosa, presente e especial de deixar a minha filha voar e poder sempre contar comigo, como ele me ensinou. Amor é isso!
Hoje faz um ano que meu pai se foi...e eu preciso agradecer a oportunidade de ter sido filha dele, diariamente...

e sinto uma falta sem fim de poder abraçá-lo...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

a poesia da expressão...

"...Algumas coisas morrem com a luz. Se você puxar para fora da terra as raízes de uma árvore, elas morrerão. Elas necessitam da escuridão, elas vivem na escuridão, na escuridão está a vida delas. Assim como as raízes, o sofrimento também vive na escuridão. Exponha os seus sofrimentos e você descobrirá, eles morrerão. Se você continuar escondendo-os dentro de si, eles irão permanecer seus companheiros constantes por muitas vidas. A infelicidade tem que ser expressada..." grande frase do Osho.

Uma das primeiras vezes que ouvi algo do Osho, foi uma citação tão perfeita que nunca mais esqueci: "Quem tem um complexo de inferioridade, está sempre esperando que alguém o insulte" e que logo ampliei para a compreensão de todos os complexos e dificuldades de comunicação e relacionamento humanos, a nossa visão complexada ou parcial,pode antecipar e distorcer os fatos e isso é uma realidade inquestionável. É preciso estar atento.
Agora leio essa frase e de novo compreendo ou reaprendo que a maior infelicidade é a não expressão.
Grande Osho, sempre me ajudando a pensar um pouco mais.

sábado, 25 de setembro de 2010

O amor é racional? Eugenio Mussak

..."A rotina que mata o amor é a rotina do que não se faz. Da declaração de amor que deixa de ser feita, do elogio economizado à roupa simples do dia a dia, do sorriso sonegado ao acordar, da palavra de carinho roubada à despedida, da comemoração não feita em qualquer conquista, do boa noite seco, sem um beijo antes de dormir.
O amor não se sustenta sem a intenção de amar e sem a ação pequena, mas constante, de alegrar o outro com sua presença. Acredito que o amor é uma grandeza que não se sutenta com o tempo. Ou aumenta ou diminui. Qual é, afinal, sua intenção?"


Parte do texto retirado da revista Vida Simples...ao que eu, que sempre inventei ou procurei mil explicações ao amor e a rotina das relações, me rendo, o que mata o amor é o descuido,a sensação burra de que uma vez conquistado nada mais exige.
Um brinde a simplicidade e ao amor diário!


Adoro essa foto,infelizmente não sei quem é o fotografo, mas admiro-o imensamente por captar essa poesia tão doce.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

maravilhosos Piazzola & Mulligan...

Sempre levam meu coração pra passear...



Impressionante o que uma musica pode fazer de bem pra gente, acordei citando Alice Ruiz: "socorro, alguém me dê um coração que esse já não bate nem apanha"
Mas bastou uns acordes, e ele volta lindamente ao compasso certo...Meu coração se embala e voa com uma facilidade espantosa. Por ser assim tão fácil de tocar, meu coração ás vezes cansa, sorte que logo passa...Adorei a serenata!

domingo, 19 de setembro de 2010

espiando o facebook...

Resolvi salvar algumas citações dos meus amigos que valem serem resgatadas, pensadas e guardadas:
‎'Somos inocentes em pensar que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas.' Caio Fernando Abreu
'Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa' LFveríssimo
‎"A inteligência tem limites. Mas a estupidez, não." - Claude Chabrol

e a mais, mais:
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."
(Carlos Drummond de Andrade)

bom domingo pra nós, e que seja descontroladamente feliz...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

momento lindo...

Pedro Abrunhosa e Comitê Caviar no teatro do Bourbon Country, ontem...um showzaço...AMEI, ficou faltando ouvir essa musica que foi a primeira que ouvi desse cantor/compositor português maravilhoso e que me cativou pra sempre...



Uma espécie de céu
Um pedaço de mar
Uma mão que doeu
Um dia devagar
Um Domingo perfeito
Uma toalha no chão
Um caminho cansado
Um traço de avião
Uma sombra sozinha
Uma luz inquieta
Um desvio na rua
Uma voz de poeta
Uma garrafa vazia
Um cinzeiro apagado
Um hotel na esquina
Um sono acordado
Um secreto adeus
Um café a fechar
Um aviso na porta
Um bilhete no ar
Uma praça aberta
Uma rua perdida
Uma noite encantada
Para o resto da vida

(Refrão)
Pedes-me um momento
Agarras as palavras
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas
Levas a cidade
Solta me o cabelo
Perdes-te comigo
Porque o mundo é o momento
(repete)

Uma estrada infinita
Um anuncio discreto
Uma curva fechada
Um poema deserto
Uma cidade distante
Um vestido molhado
Uma chuva divina
Um desejo apertado
Uma noite esquecida
Uma praia qualquer
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher
Um encontro em segredo
Uma duna ancorada
Dois corpos despidos
Abraçados no nada
Uma estrela cadente
Um olhar que se afasta
Um choro escondido
Quando um beijo não basta
Um semáforo aberto
Um adeus para sempre
Uma ferida que dói
Não por fora, por dentro

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

de mel, de melão...


Há mil anos atrás lembro uma cantora chamada Joyce defender essa musica, num festival da canção, bons tempo aqueles dos festivais: musicas de verdade, novidades, grandes cantores,letras de protesto, um pouco disso eu vivi...(graças a Deus)
Eu lembro que achei-a doce cantando, parecia plena, imaginei que ter filho era assim, uma sensação de acalanto, um outro estágio de vida, muito gostosa a leveza que essa musica me trouxe e traz...compartilho com vocês a musica e a certeza que hoje depois de também ser mãe já tenho, é mesmo muito lindo ser mãe!

domingo, 12 de setembro de 2010

para sempre é sempre por um triz...


Maria João & Mário Laginha
Tema: Beatriz (Edu Lobo / Chico Buarque)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Primavera em Paris...




Estava eu em Paris, inicio de primavera, primeiríssimo dia, larguei as malas no albergue e como boa turista, fui conhecer a Torre Eiffel, lá chegando me deparei com uma quantidade absurda de motos, com meu parco inglês descobri que aquilo era o início de uma “colere” acho que é assim que se chama em francês, uma passeata, uma manifestação que iria por todas as ruas principais de Paris até Versailles, pedindo por mais segurança aos motociclistas.
Novamente usando meu parco inglês perguntei: “Posso ir junto?” E um francês querido me emprestou seu capacete e me levou na garupa de sua moto potente, 10 mil motociclistas e eu, turista e deslumbrada, na primavera, conhecendo tudo de Paris, já que o meu guia fazia questão de mostrar e reforçar todos os pontos turísticos pelos quais passávamos.

Lembro disso, por que por aqui começa a primavera e por que ontem almoçando em um restaurante que me lembra Paris, ouvi sem querer a conversa de duas senhoras, que beiravam os 60 anos:
_ Descobri uma nova, essa tu vais adorar! Acerta tudo, e cobra só cinqüenta, vale a pena!
A outra pergunta:_ E como tu sabe que ela é boa?
_ Ela me disse que o grande amor da minha vida está muito próximo, é ainda este ano!
E o melhor repetiu o que uma outra cartomante já me disse, quando eu tinha dezenove anos, que ele é um senhor, bem abastado e tem um filho que mora na Europa.


Fiquei um pouco triste, imaginei que desde os dezenove anos aquela moça, hoje senhora, deve esperar o senhor abastado com filho na Europa, quantos ela já deve ter despachado por não terem filhos, ou não serem senhores e claro não serem “o amor da vida”... E aí lembrei que há muitos anos atrás uma cartomante disse que eu faria uma viagem para a Europa e lá conheceria alguém que mudaria minha vida. Elas sempre são assim trágicas e definitivas!
Conheci muitas pessoas na Europa, um mês inteiro parando em albergues me fez conhecer muitas e maravilhosas pessoas, e conhecer pessoas sempre muda um pouco a nossa vida.
Viajar muda muito a nossa vida! Viajar sozinha muito mais!
E conhecer a Europa muda a vida de qualquer um, por que muda a dimensão do mundo, por que lá percebemos o quanto o mundo é antigo, vasto e ao mesmo tempo simples e pequeno, percebemos que a vida está ali, densa e única, numa praça, num momentinho ínfimo, nessa bolinha azul que rola e rebola no espaço.A vida é uma oportunidade imperdível.
A Torre Eiffel é linda e está ali ao nosso alcance, o rio Sena e os deliciosos passeios no Bateaux Mouches, o Louvre, o sorriso da Monalisa, Quartier Latin, Montmartre, a Sacrec Coeur, a alma e as palavras do Victor Hugo, o colorido e mágico Jardim de Luxemburgo,etc...Paris é mesmo uma festa, um brinde recheado de história. Paris é vivo, um amor pra se viver e está, como tudo, há algumas horas, há alguns passos, uma emoção pra se deliciar ao alcance da nossa mão. Uma luz sempre possível.
Em Paris mudei minha vida, constatando que nada melhor do que estar presente , viver e provar. O Veríssimo falava em algumas crônicas sobre os deliciosos sorvetes da esquina da Saint Louis, e só lá provando senti o gosto por mais que intuísse. É só na prática e não na teoria que arrepiamos, nos apaixonamos, nos lambuzamos e vivemos enfim.
Lembrei de uma amiga de faculdade dizia: “o que se leva dessa vida é a vida que se leva”. E a vida que se leva, são os sorvetes, os beijos, os conhecidos momentâneos que viram amigos de infância, as risadas, os passeios de moto e a pé, as cartas, as fotografias, as lembranças vivas, os dias e as noites que não dormimos e escolhemos desfrutar.
Respirei a primavera e me deliciei com uma torta de chocolate e morangos, enquanto na mesa do lado a senhora suspirou pela minha torta, mas pediu café com adoçante e a conta.
Provavelmente ela não subiria na garupa de um desconhecido, mal falando a língua dele, e foi um passeio lindo, que me apresentou Paris inteiro numa tarde!
Não sei se foi a primavera, ou foi a senhora, ou foi a lembrança daquele abril , ou se é a vida me cutucando, mas senti uma vontade enorme de passear por lá, flanar feliz pelas ruas de Paris! O que me coloca esse sorriso saudoso e esperançoso na boca é a certeza: Sempre teremos Paris!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

uma poesia delicada...



um doce a voz, essa letra e esse clip do Thiago Pethit..Mapa- Mundi...

domingo, 29 de agosto de 2010

compaixão...empatia...disponibilidade

Minha amiga Elisa sempre me dá toques lindos, acabo de receber este e compartilho com vocês...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

o que você faria?



Quem me apresentou essa musica linda do Paulinho Moska, foi a Maninha, que infelizmente logo-logo foi embora,por que viver é frágil...
Por isso eu te pergunto: O que você faria se só lhe restasse este dia? E mais que isso te aconselho: FAÇA AGORA!!..como se hoje fosse o ultimo dia, de algum jeito ele É!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

minha poesia

minha poesia
anda afônica
atônita

uns sentimentos
enredados
prendem por dentro

imóvel
e
muda

minha poesia
hoje
tem sindrome de pânico

domingo, 15 de agosto de 2010

a vida muda...


" a vida muda como a cor dos frutos, lentamente...a vida muda como a flor em frutos, velozmente..." Ferreira Gullar

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

da humanidade...

Perguntaram ao Dalai Lama: “O que mais te surpreende na Humanidade?” E ele respondeu: "Os homens, porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido."

quinta-feira, 29 de julho de 2010

da caixinha...

Vez ou outra recorro a minha caixinha de recortes, onde armazeno frases, pedaços de poesias e citações que me tocaram um dia e por isso guardei...É minha espécie de oráculo, conselhos inusitados e perfeitos, a frase de hoje:
"Devemos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos, para viver a vida que nos espera" Joseph Campbell


O domingo se apresentou frio e chuvoso, dia sem sol, noite sem lua...saí caminhando e eis que encontro numa virada de rua, um outro caminho de luz, meu olhar está aprendendo a ver além do esperado.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

o tempo...



hoje soube com clareza
o tempo de cada vida
o tempo de adoecer, inclusive
para permanecer atento
o slow de uma onda
que se quebra devagar
de um pôr-do-sol
inundando cor lentamente
a necessidade
de ser permitir parar
a poesia de vivermos
e sermos
no tempo
necessário e preciso

segunda-feira, 12 de julho de 2010

desejo...



Victor Hugo já disse em poesia isso que o Frejat canta:
"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.... Ver mais

Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você em pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer,
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
E é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco,
E ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal,
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas vidas é feita uma árvore.

Desejo, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente
E diga: "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que, se morrer, você possa chorar, sem se lamentar
E sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem, tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher, tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes.
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar."

sexta-feira, 9 de julho de 2010

a felicidade por Hermann Hesse...

"Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida. Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo.
O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.
Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.

A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
...O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar."


Hermann Hesse

Como o mundo é sincrônico e o amor está no ar, abro a Elle e leio um comentário da Demi Moore falando seu casamento:
"Ele ama o meu lado mais vulnerável e não atraente, eu me sinto desejada"

mantendo o olhar ...

Ana Jácomo: "A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar.A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu".

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Fabrício Carpinejar

..." a mulher vai reparar como você trata o garçom, as amigas. Isso não sedução, é entendimento. Ela não quer um homem, ela quer o homem em seu mundo." É isso mesmo Fabro"

...

construir muros
se preservar
derrubar barreiras
se libertar
dar murros
em faca
enfrentando medo
dar a cara
a tapa
e olhar no espelho
dia-a-dia
se pensar/repensar
construir/desconstruir
e mesmo em cacos
seguir

dificil
ser
humano...

doído

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Saramago e a poesia de sentir...

Em 18 de junho de 2010, o escritor José Saramago Faleceu.
Para homenageá-lo o discurso abaixo,que ele proferiu ao receber o Prêmio Nobel de Literatura.

Discurso na Academia Sueca(ao receber o Prêmio Nobel de Literatura)

"O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever. As quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez
os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia. Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo.
Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro.
No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animaizinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de bom caráter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem,para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável.
Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que acionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho,
panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algumas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira". Havia outras duas figueiras, mas aquela,certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre,era, para toda as pessoas da casa, a figueira.
Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos depois viria a conhecer e a saber o que significava...
No meio da paz noturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo,surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago,como ainda lhe chamávamos na aldeia.
Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as histórias e os casos que o meu avô ia contando:lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas,zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor
de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava.
Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calculadamente metia no relato: "E depois?". Talvez repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer,quer fosse para as enriquecer com peripécias novas.
Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo.
Quando, à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros me despertava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os seus animais, deixando-me a dormir.
Então levantava-me, dobrava a manta e, descalço (na aldeia andei sempre descalço até aos 14 anos), ainda com palhas agarradas ao cabelo, passava da parte cultivada do quintal para a outra onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa.
Minha avó, já a pé antes do meu avô, punha-me na frente uma grande tigela de café com pedaços de pão e perguntava-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava algum mau sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me tranqüilizava: "Não faças caso, em sonhos não há firmeza".
Pensava então que a minha avó, embora fosse também uma mulher muito sábia, não alcançava as alturas do meu avô, esse que, deitado debaixo da figueira, tendo ao lado o neto José, era capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quando o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos.
Outra coisa não poderia significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer,disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada.
Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprios filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver."

terça-feira, 6 de julho de 2010

a poesia da Claudia...

Preciso ser alimentada
amamentada
ali, mantida.
Preciso ser bem amada
por mim, pelo respirar da minha lida.
Preciso parar de ser calada
entristecida.

Preciso de manutenção
ouvir meu coração
e curar as feridas.

Simples
vida.


O lindo site da Claudinha...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

detalhes sutis...que fazem toda a diferença...



Eu gosto tanto dessa musica, que resolvi transformá-la em trilha sonora pra chuva e o cinza de hoje...
O que mais esperar de quem nos ama? Que entenda nossas sutilezas, que nossas variações de alma não precisem de legenda, para serem entendidas, que os olhares e os gestos nos acalentem e não nos condenem.
Há anos eu escolhi como lema de amar, uma citação do Victor Hugo " a suprema felicidade da vida é ser amado pelo que você é, mais precisamente, ser amado apesar do que se é.." Não sei se um dia fui capaz de amar assim ou se assim fui amada, o que não me faz desacreditar da delicia que será ter alguém que me ame e que eu ame dessa forma compreensiva, apesar...
Neste inicio de inverno, com essa chuvinha fria, torço que sejamos abençoados com a leveza de um amor com toda essa capacidade & força!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

por que o amor é inexplicável e frágil....


Não sei quem foi a Ludy pra quem esse pps foi feito, mas esse texto da Martha Mederios é muito bom, a musica do Nenhum de nós tem lá suas verdades...e por que reconheço o quanto um amor nos faz melhores,resolvi postá-lo.
...Pra lembrar que amar vale a pena!

domingo, 20 de junho de 2010

Na torcida...

Tem gente de toda a idade, rezando... Seriamos um país muito melhor se usassemos tamanha energia e união pra outras causas e sonhos...
foto- Alexandre Godinho

segunda-feira, 14 de junho de 2010

saudade do Caio...



De repente o Paulo do Clube do Bem e a Lu do Creio para Ver me lembram o Caio iluminado...

Paulo postou o conto lindo Aqueles dois:..."o bonito de dentro de um estimulando o bonito de fora do outro, e vice-versa. Como se houvesse entre aqueles dois, uma estranha e secreta harmonia."

A Lu lembra Aquela coisa:..."- Bom, feliz talvez ainda não. Mas tenho assim... aquela coisa... como era mesmo o nome? Aquela coisa antiga, que fazia a gente esperar que tudo desse certo, sabe qual?
— Esperança? Não me diga que você está com esperança!
— Estou, estou."


Ah, eu sempre adorei o Caio, me emocionava, me balançava, me fazia chorar, me dizia coisas tão profundas e intimas...Quando o conheci de perto, fiquei tão embasbacada de contentamento que nem sabia palavra pra dizer.Fiquei vendo ele tomar chá com cuidado e com o olhar sem fim.
Na segunda vez que o encontrei, ele estava tão triste que eu querendo abraçar e dar colo,fiz um poeminha bobo num guardanapo:

quis te dar
um jardim de margaridas
pra encher de primavera o teu agosto
acender sol quente nesse teu ar chuvoso
dar novos gostos, doces
pra desfazer teu desgosto...

...ele pegou com os dedos longos, leu, me sorriu e bastou pra ser pra sempre...

Saudade que me deu, do Caio, daquele meu desprendimento e de ter esperança...esperança é lindo!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

saudade é poesia pura...

Ontem voltando de viagem vi na beira da estrada um menino encima de numa árvore , e fiquei com uma vontade louca de voltar ao pátio da minha avó e comer bergamota no sol, ali recem colhidas e deliciosas como nunca mais foram...segunda saudosista!

domingo, 6 de junho de 2010

por que as águas correm....

"Entre o sono e sonho,
entre mim e o que em mim
e o quem eu me suponho
corre um rio sem fim".

Fernando Pessoa

sexta-feira, 28 de maio de 2010

a nossa história...



mais que um comercial da Natura... uma poesia sobre cada rosto e suas histórias...

rugas
essa surgiu há anos
quando forçei um sorriso
essa outra
na primeira vez que deu errado
e fiquei fraca
já essa foi de fechar os olhos
surpresas,caretas,risadas
as outras
por outras histórias
de amor,tentativas,excessos
por sol,luz,vento
são meu tempo
diário de bordo
meus mapas

quarta-feira, 26 de maio de 2010

eu sou...

eu
sou lua
minguante
nova
crescente
cheia
mutante...
sou pessoa
composta de cores e detalhes
gente do tipo flor de muro
que amanhece e desamanhece
várias vezes ao dia
e nasce por insistência da vida
gente orvalho
geada

gente girassol
buscando luz
gente lata
decompondo
ao relento
gente formiga
carregando pesos enormes
gente chuva
que se dilui em lágrima
por emoção qualquer
gente mar
que vem e volta
para aprender
a chegar ...

a pesca da lua por Alexandre Godinho

terça-feira, 25 de maio de 2010

o importante é saber!



Amei a simplicidade, o olhar, a musicalidade e o talento dessa mulher!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Da natureza das pessoas por Everton Behenck

Uns foram feitos
Para a felicidade

Outros ardem

Uns foram criados
Para não ver nada

Outros para intuir a verdade
Mesmo em sua incapacidade

Uns foram feitos para a cama
Outros mesa e banho

Uns não sabem seu tamanho
Outros criam sua estatura

Uns foram feitos
Para a loucura

Outros para a lacuna

Uns feitos
Para o que podem suas juntas

Outros para a busca
Nua

Uns foram feitos
Para serem precisos

Outros
Para lutar com o invisível

Gosto tando das poesias dele, espiem e gostem também Apesar do céu...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Olhares de sensibilidade pura...

O filme do Rog Souza está aqui por que é poesia pura e mostra como olhando bem, é fácil ver a vida linda e simples!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Por que Chico é poesia até no olhar...



O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores que vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

..........

O que será que será
Que andam suspirando
Pelas alcovas?
Que andam sussurrando
Em versos e trovas?
Que andam combinando
No breu das tocas?
Que anda nas cabeças?
Anda nas bocas?
Que andam acendendo
Velas nos becos?
Estão falando alto
Pelos botecos
E gritam nos mercados
Que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza
Nem nunca terá!
O que não tem concerto
Nem nunca terá!
O que não tem tamanho...

O que será? Que Será?
Que vive nas idéias
Desses amantes
Que cantam os poetas
Mais delirantes
Que juram os profetas
Embriagados
Está na romaria
Dos mutilados
Está nas fantasias
Dos infelizes
Está no dia a dia
Das meretrizes
No plano dos bandidos
Dos desvalidos
Em todos os sentidos
Será, que será?
O que não tem decência
Nem nunca terá!
O que não tem censura
Nem nunca terá!
O que não faz sentido...

O que será? Que será?
Que todos os avisos
Não vão evitar
Porque todos os risos
Vão desafiar
Porque todos os sinos
Irão repicar
Porque todos os hinos
Irão consagrar
E todos os meninos
Vão desembestar
E todos os destinos
Irão se encontrar
E mesmo padre eterno
Que nunca foi lá
Olhando aquele inferno
Vai abençoar!
O que não tem governo
Nem nunca terá!
O que não tem vergonha
Nem nunca terá!
O que não tem juízo...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Anita , Carpinejar & eu

A Anita tem um sorriso largo e um olhar bem preto e mora naquela cidade bonita que é Curitiba, há muito tempo atrás entre uma taça de vinho e uns livros folheados, me fez querer conhecer o Carpinejar, ora vejam, conheci e gosto muito, de ambos.
Hoje, no meio de uma tarde de segunda ela me traz um poema e uma saudade dita,como lembrança é uma outra forma de poema. Resolvi fazer esse post pra ela.

Aí vai um pouquinho de Carpinejar:
Poemas do livro Cinco Marias

Chega um momento
em que somos aves na noite,
pura plumagem, dormindo de pé,
com a cabeça encolhida.
O que tanto zelamos
na fileira dos dias,
o que tanto brigamos
para guardar, de repente
não presta mais: jornais, retratos,
poemas, posteridade.
Minha bagagem
é a roupa do corpo.

...

Eu fui uma mulher marítima,
as rugas chegaram antes.

Eu fui uma mulher marítima,
paisagem e pêssego,
uma faísca
entre a corda do barco
e a rocha.

Eu fui o que não sou.
Depois que inventaram o inconsciente,
a verdade fica sempre para depois.

..

Acerto o relógio pelo sol.
Percorro as dez quadras
de meu mundo.
As ruas são conhecidas
e me atalham.

...

Meu medo se interessa por qualquer ruído.
Hoje quero alguém para conversar enquanto dirijo,
baixar os faróis em estrada litorânea,
enxergar pelas mãos.

...

Fazer as coisas pela metade
é minha maneira de terminá-las.

.....

No twitter do Carpinejar:Alegria, sozinho, é uma tristeza. Tristeza, acompanhado, é uma alegria

quinta-feira, 13 de maio de 2010

a poesia da noite de ontem....



A vida tem me dado poesia, como sempre...Só não tem me sobrado tempo de compartilhá-la...Por que o tempo anda pequeno mesmo acordando as 6 hs da manhã, aliás assistir o nascer do sol é uma forma muito suave e revigorante de alegria.
Mesmo que rapidamente e sem todo o cuidado e os detalhes que a noite merecia para ser contada, preciso contar o tanto de poesia que vivi ontem, lá vai...
Tenho uma amiga, grande Simone que sorri enorme,faz florais,é mãe, canta, escreve, corre, faz natação, trabalha feito louca e ainda por cima arranja tempo pra estudar: Francês e participar de uma oficina de escrita com o Alcyr Cheuíche...ah, esqueci de um coisa muito importante, minha amiga é casada com meu também amigo Ronaldo e eles adoram RECEBER , assim mesmo em maiúscula...Acendem velas e lareiras, abrem vinhos e champagnes, cozinham e naquela cobertura linda e aconchegante, nos fazem sentir em casa.
Ontem houve uma aula especial da oficina, lá na cobertura-casa, eu fui convidada a participar e amei. Lá estavam os colegas especiais e a Simone,todos com seus textos ótimos, a energia contagiante do Cheuiche e o doce Paulinho, mestre em musica que tira sons fantásticos de um serrote, lá estavam as emoções, as lembranças, os sonhos, lá estávamos todos em casa, sorridentes e acolhidos, pelas palavras ditas e sentidas, pelo dedilhar do violão, com a certeza de que poesia bonita é essa que se vive diariamente...Linda noite, que eu jamais conseguiria descrever em palavras, noite de sarau, noite de gente viva e plena. Gente com fogo por dentro, gente que nunca será tapera.

Esse texto completo lá no meu outro Blog (exagerada eu sei, sou discípula de Cazuza)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Todo amor que houver nessa vida...



Saudade de todas as poesias do Cazuza!
Quem surgiu pra fazer musica-poesia depois dele?

domingo, 9 de maio de 2010

Presente do meu presente!

Acordei com uma mesa de café toda arrumada, uma caixa linda com vários presentinhos, todos a minha cara e além de tudo isso, o notebook ligado e esse vídeo...



Ai,ai a minha música favorita e fotos nossas de todos os tempos...imaginem o tanto que me emocionei e chorei?
É uma delicia ser MÃE!!!
Ser mãe da Alice então...o máximo!
Desejo á todas as mães nesse dia e sempre, carinhos assim tão especiais!

sábado, 8 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

a poesia de sermos além...



Mosaico de Cida Carvalho, paranaense residente no Distrito Federal. Imagem do site Mostra Musiva de Brasília

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A poesia de doar...

Chama DOE PALAVRAS o lindo projeto que o Hospital Mário Penna de Belo Horizonte lançou com o intuito de dar força aos pacientes com câncer, lançou ...Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho.

Você acessa o site http://www.doepalavras.com.br, escreve uma mensagem de otimismo, curta (também pode ser pelo twitter) e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento.

Um gesto á distância, um acalanto...Doar é poesia pura...doem abraços em forma de palavras!

Por que é preciso APAIXONADAMENTE lutar por outro mundo!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

por que preto&branco é imbatível...


Alexandre Godinho cinematográfico & poético como sempre!
Sim, eu sou fã e queria fotografar como ele um dia.

terça-feira, 27 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

poesia da simplicidade

Impressionista

Uma ocasião,
meu pai pintou a casa toda
de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa,
como ele mesmo dizia,
constantemente amanhecendo.

Adélia Prado



Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com
faca
b) 0 modo como as violetas preparam o dia
para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas
vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência
num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega
mais ternura que um rio que flui entre 2
lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
Etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios.

Manoel de Barros

sexta-feira, 23 de abril de 2010

a poesia dos cheiros

Existem um cheiro marcando forte cada lembrança minha, o leite de rosas da minha avó , o cheiro de bolo e café nas tarde da infância, o perfume do pai e da mãe, o cheiro de quentão, pinhão, das festas juninas, o cheiro de lenha queimando pra aquecer o inverno, as frésias na primavera, o cheiro das roupas da Argentina, o cheiro de marcela do meu primeiro amor, o cheiro de sexo quando o descobri, o cheiro da filha recém nascida, o cheiro de leite após a amamentação , o cheiro de terra molhada nas chuvas de verão, o cheiro de comida caseira , o cheiro do mar, dos primeiros pêssegos , das bergamotas, dos abacaxis de terra de areia, o cheiro de lençol limpo de hotel, o cheiro de citronela em Ilha Bela, o cheiro triste de eucalipto no leito de morte da minha avó( que antes cheirava a rosas), o odor que vira perfume quando nos apaixonamos, o cheiro ruim de quem deixamos de amar, o perfume que senti nas ruas de Paris, o cheiro do vinho que bebi em Brugges...
Ah, o quanto todos esses cheiros passados acabam sendo também personagens da minha história, mais que isso, autores, quando me assaltam inesperadamente e me levam de volta...
De repente um cheiro antigo num abraço novamente, um café da tarde, nas tardes que quase desisto, uma primavera de frésias em pleno inverno e rastros daquele amor de descobertas e crenças. Depois Paris, Ilha Bela, Itaqui, bergamotas no pé...Ecos de gargalhadas...A minha filha, com seus novos cheiros diariamente, framboesa, morango, pipoca, chocolate...e o cheiro dela, doce por natureza.
Ah, o cheiro bom do beijo, misto de respiração e saliva, quando nos apaixonamos...
Existem vários tipos de gente, há quem guarde fotografias, fitas de vídeo, discos de vinil, memórias em diários, livros com dedicatórias, eu sou uma saudosista olfativa, minhas memórias mais vivas são os cheiros que vivi e tenho guardados pra sempre.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

por que um abraço é poesia pura!



Essa campanha poética merece ser brindada!

a poesia que meus amigos do facebook me dão:

Juliano traz a parte que faltava do poema do Leminski que só cito o final:
"Amor, então, também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima..."


A Valentina me lembra Carlos Drummond de Andrade e da importância de continuar procurando:

"Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida."

terça-feira, 20 de abril de 2010

poesia-parto

A poesia
É uma espécie
De parto
É preciso despertar o sentimento
Disforme de dentro
Tratá-lo com o cuidado
Que se dedica a um filho
Dar abrigo, uma roupagem nova
O sentimento, dentro, está despido
Parece e sempre é
mais frio lá fora
Combinamos as peças, as cores
Caprichamos no penteado
abrimos a janela
E vai o sentimento
Vestido de palavras
Personalizado e livre
vira voador
e ganha o céu...
por isso lá de longe
contraluz
nem parece mais nos pertencer
tão maior que seu casulo...

por que Pessoa e Bethânia combinam...

poesia de se ver...


Por que o Viaduto da Borges e o olhar do Alexandre Godinho, são poéticos!

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