segunda-feira, 26 de setembro de 2011

só faz sentido o que nos toca os sentidos...

uma vez vendo umas pintura do Ubiratan Fernandez me veio um poema, que eu até digo que foi psicografado por que veio inteirinho e nunca mais mexi, era assim:

"é preciso que se torne ato
que abrir as pernas
seja gozo ou parto
latejar verter
sentir descompassado
... estar sangrando de verdade
imerso em tinta vida palavra arte
é preciso viver este momento
pra que da contração e da dor
se faça nascimento
erguer os braços
comer o céu e se fazer azul
manso forte lento e sempre
como um rio as correntezas as margens
é preciso agora fazer enchente
não se limitar
no medo no pouco no quem sabe
ir com sede ao pote
fazer da busca o encontro
do encontro o dia
do dia a eternidade
ir além do muro
além da luz no fim do túnel
mas é preciso ir, ir de verdade!"


viver e olhar deve ser assim, aberto ao vôo, tão lindo quando uma obra nos inspira, decididamente só faz sentido, o que nos toca os sentidos...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Publica - Corpo fechado

"Eu tenho a sorte dos homens sinceros, das cartas na mesa, dos livros abertos, do corpo fechado... tenho a beleza das ruas estreitas, das cores ausentes, das tardes cinzentas, dos filmes antigos..."

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

de novo e sempre, Beatriz!

O Maestro Antonio Carlos Jobin ao piano e João Daltro ao violino
numa rara e bela interpretação de Beatriz de Edu Lobo e Chico
Buarque para a obra Grande Circo Místico.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

meu amor também parece...







MEU AMOR PARECE
( Letra - Sérvulo Augusto / Música - Eduardo Santana )


MEU AMOR PARECE MORTO
SÓ PORQUE DESMAIADO
MEU AMOR PARECE EXTINTO
SENDO UM VULCÃO HIBERNADO

MEU AMOR PARECE POUCO
POR ESTAR TÃO CONCENTRADO
MEU AMOR PARECE MUDO
POR ANDAR MEIO CALADO


MEU AMOR PARECE FALSO
DE TANTO SER COPIADO
MEU AMOR PARECE GREVE
NÃO PASSA DE UM FERIADO

MEU AMOR PARECE RASO
QUANTAS NAUS TEM AFUNDADO
MEU AMOR PARECE BRUTO
E SÓ QUER SER LAPIDADO


O MEU AMOR
É PRÁ VOCÊ
QUE NÃO DESFRUTA, MAS ACEITA
E AINDA FINGE QUE NÃO VÊ...

APAIXONADO, DESARMADO, APRISIONADO COMO O QUÊ...
FINJO QUE NEM DOEU
QUE TUDO BEM, VALEU...
EU FINJO ATÉ QUE NÃO SOU EU !


MEU AMOR PARECE ESCURO
PORQUE O TEMPO ANDA NUBLADO
MEU AMOR PARECE CRIME
SÓ QUE NUNCA FOI PROVADO

MEU AMOR ERA UM AVISO
SÓ QUE EU DESAVISADO
APOSTEI NO SEU SORRISO
E NÃO VI QUE ERA ENSAIADO

O MEU AMOR É PRA VOCÊ
QUE NÃO DESFRUTA,MAS ACEITA
E AINDA FINGE QUE NÃO VÊ
APAIXONADO, DESARMADO
APRISIONADO COMO O QUÊ
FINJO QUE NÃO DOEU
QUE TUDO BEM, VALEU
EU FINJO ATÉ QUE NÃO SOU EU...


ah, essa me toca profundamente...minha serenata pra vocês, poesia linda do Sérvulo na voz do Eduardo Santana

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Buenos Aires: Las Calles de Borges - Ian Ruschel

Buenos Aires: Las Calles de Borges (Borge's Streets) from Ian Ruschel on Vimeo.


LINDO: emocionante, doce e poético, adoro ver gente boa produzindo de coração assim e ver gente de verdade, dia a dia, rugas, mãos e rostos torneados pelo tempo,vida... esse tanto de beleza simples e diária, que se não estivermos atentos, nos passam despercebidas...

Dirigido, fotografado e finalizado por Ian Ruschel, Assistência de Max Laux e Direção de Produção do Arnoni Lenz Hostyn. Produzido pela Zeppelin Filmes
Gente da melhor qualidade, que me garantiram uma dose bem linda de poesia com esse filme...
AMEI!! Parabens pra toda a equipe!!!

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