terça-feira, 28 de setembro de 2010

a poesia da expressão...

"...Algumas coisas morrem com a luz. Se você puxar para fora da terra as raízes de uma árvore, elas morrerão. Elas necessitam da escuridão, elas vivem na escuridão, na escuridão está a vida delas. Assim como as raízes, o sofrimento também vive na escuridão. Exponha os seus sofrimentos e você descobrirá, eles morrerão. Se você continuar escondendo-os dentro de si, eles irão permanecer seus companheiros constantes por muitas vidas. A infelicidade tem que ser expressada..." grande frase do Osho.

Uma das primeiras vezes que ouvi algo do Osho, foi uma citação tão perfeita que nunca mais esqueci: "Quem tem um complexo de inferioridade, está sempre esperando que alguém o insulte" e que logo ampliei para a compreensão de todos os complexos e dificuldades de comunicação e relacionamento humanos, a nossa visão complexada ou parcial,pode antecipar e distorcer os fatos e isso é uma realidade inquestionável. É preciso estar atento.
Agora leio essa frase e de novo compreendo ou reaprendo que a maior infelicidade é a não expressão.
Grande Osho, sempre me ajudando a pensar um pouco mais.

sábado, 25 de setembro de 2010

O amor é racional? Eugenio Mussak

..."A rotina que mata o amor é a rotina do que não se faz. Da declaração de amor que deixa de ser feita, do elogio economizado à roupa simples do dia a dia, do sorriso sonegado ao acordar, da palavra de carinho roubada à despedida, da comemoração não feita em qualquer conquista, do boa noite seco, sem um beijo antes de dormir.
O amor não se sustenta sem a intenção de amar e sem a ação pequena, mas constante, de alegrar o outro com sua presença. Acredito que o amor é uma grandeza que não se sutenta com o tempo. Ou aumenta ou diminui. Qual é, afinal, sua intenção?"


Parte do texto retirado da revista Vida Simples...ao que eu, que sempre inventei ou procurei mil explicações ao amor e a rotina das relações, me rendo, o que mata o amor é o descuido,a sensação burra de que uma vez conquistado nada mais exige.
Um brinde a simplicidade e ao amor diário!


Adoro essa foto,infelizmente não sei quem é o fotografo, mas admiro-o imensamente por captar essa poesia tão doce.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

maravilhosos Piazzola & Mulligan...

Sempre levam meu coração pra passear...



Impressionante o que uma musica pode fazer de bem pra gente, acordei citando Alice Ruiz: "socorro, alguém me dê um coração que esse já não bate nem apanha"
Mas bastou uns acordes, e ele volta lindamente ao compasso certo...Meu coração se embala e voa com uma facilidade espantosa. Por ser assim tão fácil de tocar, meu coração ás vezes cansa, sorte que logo passa...Adorei a serenata!

domingo, 19 de setembro de 2010

espiando o facebook...

Resolvi salvar algumas citações dos meus amigos que valem serem resgatadas, pensadas e guardadas:
‎'Somos inocentes em pensar que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas.' Caio Fernando Abreu
'Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa' LFveríssimo
‎"A inteligência tem limites. Mas a estupidez, não." - Claude Chabrol

e a mais, mais:
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."
(Carlos Drummond de Andrade)

bom domingo pra nós, e que seja descontroladamente feliz...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

momento lindo...

Pedro Abrunhosa e Comitê Caviar no teatro do Bourbon Country, ontem...um showzaço...AMEI, ficou faltando ouvir essa musica que foi a primeira que ouvi desse cantor/compositor português maravilhoso e que me cativou pra sempre...



Uma espécie de céu
Um pedaço de mar
Uma mão que doeu
Um dia devagar
Um Domingo perfeito
Uma toalha no chão
Um caminho cansado
Um traço de avião
Uma sombra sozinha
Uma luz inquieta
Um desvio na rua
Uma voz de poeta
Uma garrafa vazia
Um cinzeiro apagado
Um hotel na esquina
Um sono acordado
Um secreto adeus
Um café a fechar
Um aviso na porta
Um bilhete no ar
Uma praça aberta
Uma rua perdida
Uma noite encantada
Para o resto da vida

(Refrão)
Pedes-me um momento
Agarras as palavras
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas
Levas a cidade
Solta me o cabelo
Perdes-te comigo
Porque o mundo é o momento
(repete)

Uma estrada infinita
Um anuncio discreto
Uma curva fechada
Um poema deserto
Uma cidade distante
Um vestido molhado
Uma chuva divina
Um desejo apertado
Uma noite esquecida
Uma praia qualquer
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher
Um encontro em segredo
Uma duna ancorada
Dois corpos despidos
Abraçados no nada
Uma estrela cadente
Um olhar que se afasta
Um choro escondido
Quando um beijo não basta
Um semáforo aberto
Um adeus para sempre
Uma ferida que dói
Não por fora, por dentro

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

de mel, de melão...


Há mil anos atrás lembro uma cantora chamada Joyce defender essa musica, num festival da canção, bons tempo aqueles dos festivais: musicas de verdade, novidades, grandes cantores,letras de protesto, um pouco disso eu vivi...(graças a Deus)
Eu lembro que achei-a doce cantando, parecia plena, imaginei que ter filho era assim, uma sensação de acalanto, um outro estágio de vida, muito gostosa a leveza que essa musica me trouxe e traz...compartilho com vocês a musica e a certeza que hoje depois de também ser mãe já tenho, é mesmo muito lindo ser mãe!

domingo, 12 de setembro de 2010

para sempre é sempre por um triz...


Maria João & Mário Laginha
Tema: Beatriz (Edu Lobo / Chico Buarque)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Primavera em Paris...




Estava eu em Paris, inicio de primavera, primeiríssimo dia, larguei as malas no albergue e como boa turista, fui conhecer a Torre Eiffel, lá chegando me deparei com uma quantidade absurda de motos, com meu parco inglês descobri que aquilo era o início de uma “colere” acho que é assim que se chama em francês, uma passeata, uma manifestação que iria por todas as ruas principais de Paris até Versailles, pedindo por mais segurança aos motociclistas.
Novamente usando meu parco inglês perguntei: “Posso ir junto?” E um francês querido me emprestou seu capacete e me levou na garupa de sua moto potente, 10 mil motociclistas e eu, turista e deslumbrada, na primavera, conhecendo tudo de Paris, já que o meu guia fazia questão de mostrar e reforçar todos os pontos turísticos pelos quais passávamos.

Lembro disso, por que por aqui começa a primavera e por que ontem almoçando em um restaurante que me lembra Paris, ouvi sem querer a conversa de duas senhoras, que beiravam os 60 anos:
_ Descobri uma nova, essa tu vais adorar! Acerta tudo, e cobra só cinqüenta, vale a pena!
A outra pergunta:_ E como tu sabe que ela é boa?
_ Ela me disse que o grande amor da minha vida está muito próximo, é ainda este ano!
E o melhor repetiu o que uma outra cartomante já me disse, quando eu tinha dezenove anos, que ele é um senhor, bem abastado e tem um filho que mora na Europa.


Fiquei um pouco triste, imaginei que desde os dezenove anos aquela moça, hoje senhora, deve esperar o senhor abastado com filho na Europa, quantos ela já deve ter despachado por não terem filhos, ou não serem senhores e claro não serem “o amor da vida”... E aí lembrei que há muitos anos atrás uma cartomante disse que eu faria uma viagem para a Europa e lá conheceria alguém que mudaria minha vida. Elas sempre são assim trágicas e definitivas!
Conheci muitas pessoas na Europa, um mês inteiro parando em albergues me fez conhecer muitas e maravilhosas pessoas, e conhecer pessoas sempre muda um pouco a nossa vida.
Viajar muda muito a nossa vida! Viajar sozinha muito mais!
E conhecer a Europa muda a vida de qualquer um, por que muda a dimensão do mundo, por que lá percebemos o quanto o mundo é antigo, vasto e ao mesmo tempo simples e pequeno, percebemos que a vida está ali, densa e única, numa praça, num momentinho ínfimo, nessa bolinha azul que rola e rebola no espaço.A vida é uma oportunidade imperdível.
A Torre Eiffel é linda e está ali ao nosso alcance, o rio Sena e os deliciosos passeios no Bateaux Mouches, o Louvre, o sorriso da Monalisa, Quartier Latin, Montmartre, a Sacrec Coeur, a alma e as palavras do Victor Hugo, o colorido e mágico Jardim de Luxemburgo,etc...Paris é mesmo uma festa, um brinde recheado de história. Paris é vivo, um amor pra se viver e está, como tudo, há algumas horas, há alguns passos, uma emoção pra se deliciar ao alcance da nossa mão. Uma luz sempre possível.
Em Paris mudei minha vida, constatando que nada melhor do que estar presente , viver e provar. O Veríssimo falava em algumas crônicas sobre os deliciosos sorvetes da esquina da Saint Louis, e só lá provando senti o gosto por mais que intuísse. É só na prática e não na teoria que arrepiamos, nos apaixonamos, nos lambuzamos e vivemos enfim.
Lembrei de uma amiga de faculdade dizia: “o que se leva dessa vida é a vida que se leva”. E a vida que se leva, são os sorvetes, os beijos, os conhecidos momentâneos que viram amigos de infância, as risadas, os passeios de moto e a pé, as cartas, as fotografias, as lembranças vivas, os dias e as noites que não dormimos e escolhemos desfrutar.
Respirei a primavera e me deliciei com uma torta de chocolate e morangos, enquanto na mesa do lado a senhora suspirou pela minha torta, mas pediu café com adoçante e a conta.
Provavelmente ela não subiria na garupa de um desconhecido, mal falando a língua dele, e foi um passeio lindo, que me apresentou Paris inteiro numa tarde!
Não sei se foi a primavera, ou foi a senhora, ou foi a lembrança daquele abril , ou se é a vida me cutucando, mas senti uma vontade enorme de passear por lá, flanar feliz pelas ruas de Paris! O que me coloca esse sorriso saudoso e esperançoso na boca é a certeza: Sempre teremos Paris!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

uma poesia delicada...



um doce a voz, essa letra e esse clip do Thiago Pethit..Mapa- Mundi...

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