segunda-feira, 26 de novembro de 2012

tenho amigos...que levam meu coração pra passear!



um grande amigo, veio hoje me abraçar..um outro colocou um post que eu amei...e uma outra velha e linda amiga, mandou essa musica...

feliz de mim, que tenho amigos que me iluminam e me levam pra voar...



sou abençoada por amigos que levam meu coração pra passear...como meu amigo Padaria (que sempre tem um sonho novinho) e que hoje veio me abraçar... foi pra ele que fiz esse poesia..


Amigo, quer saber por que tu nunca me inspirou poesia?
Por que tu me inspira vida e não caberia tanto numa poesia...
Por que tem dias que tu é meu irmão mais velho
Tem dias que tu é eu mesma

Tem dias que tu me olha e enxerga o fundo
E colocando a mão no meu ombro
Ou me abraçando já diz tudo...


Que sei que posso te pedir socorro
Mesmo que não o faça
Sei que posso contar contigo
A qualquer hora

Somos amigos de infância  de outras e tantas vidas
E é uma alegria indizível
Te reencontrar!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

e afinal, qual é o seu sonho???


As coisas vão ficar cada vez mais duras. O seu corpo vai-se decompor lentamente e você vai criar barriga e acreditar cada vez menos em todas as coisas, em você mesmo. O campo, a terra, o mar, a natureza — vão ficar cada vez mais distantes. E um dia tudo não vai ter passado de um sonho. Um dia você vai lembrar de tudo e pensar com tristeza: “loucuras da juventude”. E todo esse tempo de agora não será mais que um longo tempo perdido, inútil, jogado fora. Quanto mais você ficar aqui, mais poluído você fica, mais envolvido com a cidade. Cada vez é mais difícil você se libertar. Porque é que você não vai de uma vez? O que é que você está esperando? O que é que você está fazendo para realizar o seu sonho?

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

tristes cenas, linda trilha...pequenas memórias

No documentário "Nós que aqui estamos por vós esperamos", o diretor Marcelo Masagão, usa uma citação de Cristian Boltaski: "Numa guerra não se matam milhares de pessoas. Mata-se alguém que adora espaguete, outro que é gay, outro que tem uma namorada. Uma acumulação de pequenas memórias...". E foi disso que lembrei vendo essa cenas tão tristes, com essa trilha tão linda..

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

sábado, 6 de outubro de 2012

nuestros sueños...


Nuestros Sueños no caben en sus urnas...é uma perfeita definiçao!!! Grata pela foto e pelo conceito Marcelo Lubisco Leães


Como seria acordar e não lembrar dos seus ultimos 15 anos vividos?
Você se reconheceria? Faria novamente as mesmas escolhas? Você é a mulher adulta que sonhou ser na adolescência? Essa a sinopse do filme que adorei ver hoje a tarde - La vie d'une autre - A vida de outra mulher, com Juliette Binoche...recomento!
Grata pela companhia Ligia Fagundes Riesgo e ainda bem que a nossa amizade já dura 30 anos!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

soberania em nada...

Manoel de Barros: ..."Aprendi a teoria das idéias e da razão pura. Especulei filósofos e até cheguei aos eruditos. Aos homens de grande saber. Achei que os eruditos nas suas altas abstrações se esqueciam das coisas simples da terra. Foi aí que encontrei Einstein (ele mesmo – o Alberto Einstein). Que me ensinou esta frase: A imaginação é mais importante do que o saber. Fiquei alcandorado! E fiz uma
 brincadeira. Botei um pouco de inocência na erudição. Deu certo. Meu olho começou a ver de novo as pobres coisas do chão mijadas de orvalho. E vi as borboletas. E meditei sobre as borboletas. Vi que elas dominam o mais leve sem precisar de ter motor nenhum no corpo. (Essa engenharia de Deus!) E vi que elas podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as próprias asas.

E vi que o homem não tem soberania nem pra ser um bem-te-vi"


Verdade, os homens não tem soberania em nada e talvez por isso, uma prepotência sem fim...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

o mar...

Peguei esse texto bonito do Galeano, lá da pagina do Caco Maciel que nos deixou, cedo demais...

"Diego não conhecia o mar. 
O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. 
Viajaram para o sul. 
Ele, o mar, está do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. 
E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. 
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: ‘Me ajuda a olhar!’."
(Eduardo Galeano - O Livro dos Abraços)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Doce.. Caio

...e o girassol que plantou cultivou no jardim do menino deus...
foto- Adriana Franciosi

A saudade do Caio, a foto linda da Adriana Franciosi e um poeminha antigo que fiz pro aniversariante que se já não fosse eterno, hoje faria 64 anos... 

quis te dar
um jardim de margaridas
pra encher de primavera o teu agosto
acender sol qu

ente nesse teu ar chuvoso
dar novos gostos, doces
pra desfazer teu desgosto


um brinde a Caio Fernando Abreu





ps- 
sinto saudade das palavras dele que tanto me interpretavam...foi embora cedo de mais...

domingo, 9 de setembro de 2012

utopia e movimento...

Acho que foi do Galeano que ouvi que" a utopia nos dá asas aos pés", é um jeito mais leve de se por em movimento...sou desse partido,e ando mais que nunca precisando dela, por que a realidade anda insuportavelmente inacreditável...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Riso...


ah, o Caio sempre me falou intimamente à alma, como se conseguisse me traduzir vez que outra, como  se soubesse escancarar minhas carências e minha fragilidades, mas não como quem acusa, mas como quem acolhe e abraça, por isso sempre li tudo que ele escreveu e sofri suas dores como minhas...E hoje nesse véspera de feriado como ele disse um dia, quero o RISO, quero a LEVEZA... Sim, "Livrai-me de tudo que me trava o riso." 
Amém



segunda-feira, 3 de setembro de 2012



"Fica Proibido"
Poema de Alfredo Cuervo Barrero
Declamado pelo ator argentino Ricardo Darin

O que é verdadeiramente importante?
Busco dentro de mim a resposta,
e me é tão difícil de encontrar.

Falsas ideias invadem minha mente,
Acostumada a mascarar o que não entende,
Atordoado em um mundo de ilusões irreais,
Em que a vaidade, o medo, a riqueza,
A violência, o ódio, a indiferença,
Convertem-se em heróis amados,
Não me admira que exista tanta confusão,
Tanto distanciamento de tudo, tanta desilusão!

Você me pergunta como se pode ser feliz,
Como, entre tantas mentiras, alguém pode conviver,
Cada um é quem tem que responder,
Mas, para mim, aqui, agora e para sempre:

Fica proibido chorar sem aprender,
Acordar um dia sem saber o que fazer,
Ter medo das minhas memórias,
Sentir-me só alguma vez.

Fica proibido não sorrir para os problemas,
Não lutar por aquilo que eu quero,
Abandonar a tudo por sentir medo
Não converter meus sonhos em realidade.

Fica proibido não lhe demonstrar meu amor,
Fazer com que pagues pelas minhas dúvidas e meu mal humor,
Inventar coisas que nunca me aconteceram,
Lembrar-me de você apenas em sua ausência.

Fica proibido abandonar aos meus amigos,
Não tentar compreender o que vivemos,
Chamá-los somente quando eu preciso deles,
Não ver que nós também somos diferentes.

Fica proibido não ser eu mesmo perante as pessoas,
Fingir diante daqueles que não me interessam,
Parecer engraçado, para que se lembrem de mim,
Esquecer todos aqueles que me amam.

Fica proibido não fazer as coisas por mim mesmo,
Não crer no meu deus e encontrar o meu destino,
Temer à vida e à suas punições
Não viver cada dia como se fosse o último suspiro.

Fica proibido sentir saudades sem alegria,
Odiar os momentos que me fizeram amar você,
Simplesmente porque nossos caminhos se desabraçaram,
Esquecer o nosso passado e confundi-lo com nosso presente

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que suas vidas valem mais que a minha,
não saber que cada um tem seu caminho e destino,
sentir que diante da ausência o mundo se acaba.

É proibido não criar a minha história,
deixar de agradecer à minha família pela minha vida,
não ter tempo para as pessoas que precisam de mim,
não compreender que o que a vida nos dá, ela também nos tira.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

me gusta...


ausência...saudade do meu pai


Meu amigo e excelente fotografo Vicente Sampaio , fez essa foto  uns 3 dias depois da partida de seu pai com 95 anos... em 2008...Ele diz: "Tomei coragem e entrei pela primeira vez no seu quarto que estava assim a uma semana desde que fora hospitalizado, era fim de tarde e os raios do Sol roçavam seu chapéu e suas luvas sobre o leito vazio. Em meio a emoção lembrei-me desses versos do Drummond":

Saudade

Ausência

Por muito tempo achei que ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, 

aconchegada nos meus braços, 

que rio e danço 

e invento exclamações alegres, 

porque a ausência, 

essa ausência assimilada,

ninguém rouba mais de mim.


Carlos Drummond de Andrade.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Poema de esperança seca...

O Everton Behenck é um poeta maravilhoso, na voz da Maria Rezende ficou ainda mais linda essa poesia... AMEI e compartilho...O blog bárbaro merece muitas visitas, o livro muitos leitores...



O blog onde essa poesia e outras tantas lindas estão: http://apesardoceu.wordpress.com/

domingo, 15 de julho de 2012

esconderijo

feliz de quem tem um pátio
 um quintal particular
pra sempre voltar
 nem que seja na memória...
o meu tem morangos/goiabas/ameixas amarelas/
barro pra fazer comidinha de boneca/
 nuvens fomando imagens/
eternidades...

e quando a tarde cai,
 tem também no meu quintal
uma voz que me chama pra dentro
e promete sossego
numa xicara de café com leite...

meu pátio é o esconderijo perfeito
da simples felicidade...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

o poema que escreveu em mim..

Por que o Grande Pablo Neruda estaria fazendo 108 anos, lembrei de um poema lindo dele e de uma tentativa de homenagem, que fiz apaixonada:

Terça-feira, Outubro 23, 2007


Era uma noite chuvosa e fria, imagino,
quando Pablo Neruda, escreveu o lindíssimo Poema nº 20:

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo, a noite está estrelada e tiritam azuis os astros ao longe.
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a amei e às vezes ela também me amou,
em noites como esta eu a tive entre os meus braços,
beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela me amava, às vezes eu também a amei.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos?

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho, sentir que a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.

Que importa que o meu amor não pudesse guardá-la?
A noite está estrelada e ela não está comigo – isso é tudo.
Ao longe, alguém canta. Ao longe.

Minha alma não se contenta com tê-la perdido.
Como para aproximá-la, o meu olhar a procura,
meu coração a procura - e ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquear as mesmas árvores.

Nós os de então já não somos os mesmos.
Eu já não a amo, é verdade, mas quanto a amei.
Minha voz procurava o vento para tocar os seus ouvidos.
De outro. Será de outro. Como era antes, dos meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos.

Já não a amo, é verdade. Mas, talvez a ame.
É tão curto o amor e é tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta eu a tive entre os meus braços.
E minha alma não se contenta com tê-la perdido.
Ainda que esta seja a última dor que ela me cause.
E sejam estes os últimos versos que lhe escrevo.



Era uma manhã linda, primavera ensolarada, quando eu quis fazer uma versão
iluminada, que posso chamar Poema 20 1/2 e que Neruda me perdoe:


Posso escrever os versos mais felizes esta manhã
Escrever, por exemplo:
 “O dia amanheceu cor de rosa,
Saudado pela música de pássaros ao longe”

A vida colore o céu e canta
Posso escrever os versos mais felizes nesta manhã.
Eu o quero, e ás vezes ele também me quer...
Em manhãs como esta eu estive em seus braços
E o beijei tantas vezes debaixo o céu infinito
Ele me ama, ás vezes eu também o amo.
Como não amar seus grandes olhos molhados e sua voz rouca

Posso escrever os versos mais felizes esta manhã
Pensar que mesmo não o tendo perto, o tenho, dentro
Ouço o dia nascer, e brilho imensamente por ele
O verso cai na alma como na relva o orvalho

Que importa que minhas mãos não possam tocá-lo
O dia está azul e ele está comigo
Isso é tudo, ao longe os pássaros cantam, Ao longe.

Minha alma se expande de tê-lo encontrado
Como para aproximá-lo meu poema lhe acaricia
Meu coração se aconchega, e ele está comigo.
A mesma manhã que faz lilases as mesmas árvores
Nós, os de então, já não somos os mesmos
(não estamos sós)

Eu o quero, é verdade, como nunca quis.
Minha voz procura o vento pra tocar o seu ouvido
De outra, espero não seja de outra, sempre pronto aos meus beijos
Sua voz, seu corpo quente. Seus olhos úmidos.

Eu o quero, é verdade, mas ás vezes não o quero.
É tão frágil o amor, e tão longa sua permanência

Porque em manhã como esta eu estive em seus braços,
Minha alma sabe que jamais irei perdê-lo.
Ainda que este seja o último amor que a vida me cause
Estes não serão os últimos versos que lhe escrevo.
..............

Meu amor, me deu girassóis de presente
e assim,me garantiu luz até abaixo de mau tempo,
por que tenho meu sol particular, sei que:

Acordar nessa manhã plena
E vê-la colorida
Devo ao poema
Que ele escreveu em mim.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

PoeminhaInverno Fazerninhodarcarinhoconversarenroscadinhopramilhoesemilhoesdeinhosoinvernonosesperapossooaninharnoteupeitoeaguardaraprimavera?

terça-feira, 5 de junho de 2012

um noite iluminada...

Prometi um texto sobre minha ultima viagem, que foi linda, única, lúdica e maravilhosamente compartilhada com muitos que como eu viajaram junto na proposta da ocupação pacífica e festiva de um dos espaços públicos mais bonitos de Porto Alegre durante a noite... Estou me referindo a Serenata Redenção Iluminada, um evento concebido pela minha amiga Daniela Furlan e alguns voluntários do grupo Porto Alegre C.C e que teve o facebook como grande veiculo de divulgação.

 Sempre achei esta é uma cidade muito bonita, carece de alguns cuidados básicos, carece de interesses e visão, carece segurança, carece carinho e respeito dos habitantes e dos políticos, comprometimento de todos nós , menos lixo nas ruas, mais integração e união em torno de causas simples que tornem esse um Porto realmente mais feliz e Alegre.

 Quando viajo sempre encontro algum detalhe que me lembra Porto Alegre e vejo claramente que com um pouquinho de tudo citei aí em cima poderíamos vir a ter e fazer: uma restauração em prédios de arquitetura privilegiada, uma iluminação destacando detalhes, uma programação musical ocupando os parques da cidade, um centro histórico possível de ser freqüentado inclusive nas noites e finais de semana sem riscos, exposições publicas de arte, ruas fechadas para que as bicicletas, as crianças e os adultos pudessem brincar livremente, um porto revitalizado, tanto á fazer e tanta gente querendo isso...

 Foi o que deu pra provar e sentir na noite de 1º de junho, quando a Redenção foi literalmente ocupada de luzes, de musica e de sorrisos, por que estávamos todos felizes e vitoriosos com nossos piqueniques, com a nossa força, com a nossa união, com a possibilidade de desfrutarmos unidos de tanta beleza. Isso que não era lua cheia... 

Viajei pra Itaqui com sua noites lindas de cadeiras nas calçadas da minha infância.

 Viajei pra Paris iluminada com bailes na beira do Sena.

 Viajei pra Londres me jogando despreocupada nas gramas do Hyde Park.

 Viajei pra um futuro de gente fina, elegante e sincera que o Lulu Santos cantou.

 Viajei aos anos 70 a Woodstock em músicos espalhados e sonhos de paz & amor.

 Abraçando o chafariz do centro da Redenção, abraçamos essa causa talvez romântica e por isso fora do tempo, de que juntos somos um e que uma Porto Alegre pra ser mesmo DEMAIS precisa da união de cada um.

Grande e linda viagem!

 Fotos Felipe Bozzetti   Mais fotos

sábado, 21 de abril de 2012

No rigor, de sempre e nunca...

um achado na blogesfera, escrito/sentido por mim há tempos e fundamental de relembrar...

Ele se atirou da pedra mais alta
(como sempre)
se esfolou na queda
(como nunca)
nadou contra a corrente
sangrando chegou na margem
dispensou ajuda
(como sempre)
segurou meu braço por instantes
precisou do apoio
(como nunca)
logo se soltou
arrumou o passo
(como sempre)
"preciso buscar a paz"
me disse firme
andou quilômetros
sem palavras

ele não sabia envelhecer
se recusava
tinha construido uma vida de luta
e assim no enfrentamento
no rigor
se supunha mais forte
desaprendeu a precisar de outros

fez do nunca
o sempre...

andei ao lado
e no silêncio
decidi não seguir igual

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Um Leminski pra fechar a noite..

" carrego o peso da lua,
Três paixões mal curadas,
Um saara de páginas,
Essa infinita madrugada.

Viver de noite
me fez senhor do fogo
A vocês eu deixo o sono.
O sonho, não.

Esse, eu mesmo carrego..."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Gratidão...


Tomando conhecimento do grande presente diário... Grata Jorge Mel...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

certas horas...



Certas horas são assim, de pura poesia e beleza e alguns, como o fotógrafo Danilo Christidis tem a habilidade/talento de num clic eternizar...

Naquele fim de tarde
eu soube que toda a tempestade
podia ser só um momento
abandonei
receio, tristeza e guarda-chuva
e segui vestida
de cor, esperança e vento...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Conselho de Carlos Drummond de Andrade...

“Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.”

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

gente como a gente...

ah, como eu gosto de gente de verdade, com rugas de expressão reais, AMEI esse trabalho do fotografo Martin Schoelle, nesse NÃO PHOTOSHOP me parece DIGNO e VERDADEIRO como a vida deve ser!
Selecionei 3 pessoas que eu admiro imensamente e os acho lindos por isso!





Há muito tempo atrás um fotografo brasileiro fez um trabalho assim, e chamou Arquitetura do tempo, fui procurar o texto e felizmente ainda penso igual, admiro gente que deixa a vida desenhar seu rosto e valoriza cada traço, por que sabe o tanto de emoção e história representa...

essa surgiu há anos
quando forçei um sorriso
essa outra
na primeira vez que deu errado
e fiquei fraca
já essa foi de fechar os olhos
medos,surpresas,caretas,risadas
as outras
por outras histórias
de amor,tentativas,excessos
por sol,luz,vento
são meu tempo
diário de bordo
meus mapas

Vejo ruga assim, como cúmplice, com essa intimidade parceira de quem estava comigo, acompanhando meus risos, choros, me dando um formato, gerando minha carta aberta.
Então foi com muita alegria que soube de uma exposição do fotógrafo André Gardenberg, chamada inteligentemente de Arquitetura do Tempo, lá estão pessoas variadas e suas rugas, provando que rosto que viveu fica marcado e marca não necessariamente é dor. Contrariando a proposta atual de beleza artificial e idealizada, sem marcas, sem sinais, despida de emoção e de humana realidade, em plena era de belos feitos em photoshop, ele arrisca mostrar que bonito, é gente de verdade, é gente que fez história e se orgulha do que o tempo arquitetou nos seu semblante, principalmente gente que não caiu na balela de que o belo é um padrãozinho a ser perpetuado, e por isso não acreditou que era preciso, repuxar aqui e ali, completar com silicone, mudar mil vezes e paralisar com botox toda e qualquer
expressão.
Tão bom quando alguém mostra o reverso, quando alguém surpreende e diz não ou sim, contrariando a expectativa.
Isso me lembrou o Nei Lisboa, que não quis abrir mão de suas verdades e da sua vidinha portoalegrense, para fazer sucesso do centro do país, já que sucesso tantas vezes é isso, mudar de cara, negar formatos, aceitar novos padrões e não necessariamente ser feliz, ele canta :”eu quero morrer bem velhinho, ali sozinho, bebendo vinho e olhando a bunda de alguém”.Ele que tantas vezes encontro sentado em bares e cafés, quer continuar Nei Lisboa e acho isso digno!
Falando em dignidade, está mais do que na hora de sermos um país maduro, país maduro valoriza seus mais velhos, não os descarta e nem os estigmatiza, não os desvaloriza e os julga descartáveis. País maduro e inteligente, presta atenção e aplaude rugas e experiência.
Envelhecer deve ser um processo lindo, de revisão, de auto-conhecimento, de perseverança, de paciência, o Mário Lago uma vez disse : “ao envelhecer nos tornamos mais tolerantes, por termos mais o que tolerar em nós mesmos”, quem envelhece com sabedoria faz isso, aprende e cresce!
Espero que tenhamos a chance e a grandeza de nos deixar envelhecer sem dor, susto e negação da história que escrevemos em nós mesmos, sorrindo para os espelhos e não fugindo deles.
Vive bem quem sabe viver cada novo momento, com toda a sua intensidade e verdade, quem se encara, quem no cara-a-cara com o tempo sabe reconhecê-lo mestre e não monstro.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

pra sempre poder rever....

“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:http://www.blogger.com/img/blank.gif
‘Não há mais o que ver’, sabia que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”

José Saramago (1922-2010)

Li essa citação há pouco, no blog www.flaviowild.wordpress.com - e adorei voltar a Amsterda, um certo abril que também me epaixonei pelas cores do Vonderpark...

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