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Mostrando postagens de setembro, 2020

Da poesia abandonada

Eu não lembro quando abandonei esse blog... Se foi traição com as redes...e os líquidos instantes... Se foi algum amor bom, que deixou a poesia pra depois... Se foi uma dor das grandes, que deixou o striptease e a vulnerabilidade perigosas... Se foi por que desaprendi os verbos...ou eles deixaram de me expressar... Se foi por que me vi prolixa... Se foi por que perdi a rima... ou não autorizei a raiva e lhe tirei a voz... Se foi por que mudei de casca... Se foi por que descobri na queda um exercício de voo, é só me quis no ar... Não sei se me perdi ou me achei...  Mas a poesia, minha íntima amiga, carrasca muitas vezes, ficou escondida em algum canto de mim...  não sei se chorando ou mostrando os dentes... Ela e eu Silenciosas à espera de sopros que nos acendam...

ir

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Atrás das minhas costelas

  no meu peito,   mora a eu menina mas nao esta presa nem sobre maus tratos eu a escondi , tentei que adormecesse é insone, mesmo vivendo  por anos totalmente no escuro até que eu cansei de fechar o peito de reclamar quando chora  é inconsolavel da fome sem fim dos medos todos deixei que espie por essa janela  com venezianas  o mundo  por trás das minhas costelas  ainda menina  seguro meu coração  entre as mãos  muda e apreensiva... e eu torço que a curiosidade e alguma força leve a eu menina  pra voar... por que o mundo isso eu ja disse mil vez pra ela é meio assustador aqui de baixo mas do alto  é lindo...