Da poesia abandonada
Eu não lembro quando abandonei esse blog... Se foi traição com as redes...e os líquidos instantes... Se foi algum amor bom, que deixou a poesia pra depois... Se foi uma dor das grandes, que deixou o striptease e a vulnerabilidade perigosas... Se foi por que desaprendi os verbos...ou eles deixaram de me expressar... Se foi por que me vi prolixa... Se foi por que perdi a rima... ou não autorizei a raiva e lhe tirei a voz... Se foi por que mudei de casca... Se foi por que descobri na queda um exercício de voo, é só me quis no ar... Não sei se me perdi ou me achei... Mas a poesia, minha íntima amiga, carrasca muitas vezes, ficou escondida em algum canto de mim... não sei se chorando ou mostrando os dentes... Ela e eu Silenciosas à espera de sopros que nos acendam...