sexta-feira, 12 de abril de 2013

brincando na chuva!


houve um tempo
em que eu infinita
brincava na chuva
sem medo nem gripe
com as bolitas 
brilhando nos olhos
fazia arco-íris

    Houve realmente este vácuo no tempo, onde eu desconhecia passado ou futuro, a ansiedade adulta de fazer, ainda não havia nascido, eu era realmente infinita e a vida então era simples com o viver pleno de cada minuto.
    Por desconhecer perigos não havia nenhum medo.
    A chuva era festa-benção, não dava  gripe, e ainda não existiam os vírus mórbidos que vieram depois.
   Os olhos bolitas transparentes, resplendiam cor, brilhavam
certezas e faziam arco-íris e tesouros facilmente encontráveis.
    Eu muitas vezes me pergunto onde foi parar essa criança,
talvez tenha fugido com o Papai Noel ou com o Peter Pan para Terra do Nunca, talvez tenha ficado esquecida em alguma porta do colégio, quando os meninos passaram a ter mais importância que as bonecas. Talvez tenha ido embora cansada de me esperar.
     Mas tenho esperança que seja ela, escondida em mim, que me emociona de vez enquando,  me faz esquecer o relógio e
desligar o celular, ela que injetou nos meus olhos o gosto pela
cor e a beleza, ela inventora do amor, que sempre me lembra
que vale a pena acreditar...

      Com certeza é ela , que me fez procurar poesias antigas pra pra colocar aqui e por que estava chovendo, me lembrou bolinhos de chuva, barquinhos de papel e a maravilhosa sensação de viver leve e eternamente feito criança!
 
       Não deixem a criança se perder!



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