sexta-feira, 15 de abril de 2011

Facebook uma solidão compartilhada...?



Estava conversando on line com uma amiga e ambas reclamávamos de um certo cansaço, uma certa preguiça, que tem sido cada dia mais frequente, de sair, e aí ela me comentou que riu muito com uma outra amiga, que disse que nosso cansaço não nos impede de ficar até altas horas conversando e trocando filmes e musicas pelo facebook. Foi assim que percebi: o facebook é nossa solidão compartilhada, estamos sós, pero no mucho, ou ao menos não tão sós parecemos, em conversas que podem durar horas...São os tempos modernos e ainda não sei se isso é uma evolução.

Algun anos atrás reencontrei um ex-namorado por acaso no bric, combinamos uma cerveja mais tarde num dos bares da cidade baixa. Ele preciso dizer, era quando namoramos e ainda permanecia o que chamam "bicho-grilo", avesso as tecnologias, adepto de naturalismos, uma pessoa excepcionalmente agradável,músico, poeta e alguém que eu queria muito sentar e conversar mais um tanto e tinha receio de perder de novo de vista. Sugeri: _ Me dá teu celular que te ligo para nos acharmos quando eu chegar no bar. Comentário pra lá de "natural" ao que ele sorridente me respondeu: Ah, não tenho celular, mas nunca precisamos de celular pra nos achar...

E é verdade, uma verdade bem básica e simples, antes nos encontrávamos naturalmente, bem antes quando até os telefones eram raros e custavam os olhos da cara, nos encontrávamos sem sequer uma ligação marcando o encontro.
Não lembro bem como fazíamos, se eram bilhetes, ou criávamos hábitos, ou faziamos visitas e combinações mais precisas, mas o fato é que nos encontrávamos...

Agora nos encontramos? Onde?

De certa forma essa animação me lembrou essa opção, ou solução, ou realidade...estamos convivendo cada dia com mais informações, sons e imagens, e a cada dia mais distantes. Menos toques, menos mãos, menos olhos nos olhos, menos cheiros, está sobrando visão e audição, e faltando tato & olfato, faltando contato...
E quase tenho certeza, de que ao menos em relação a encontros reais, isso é uma involução.

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